Eraldo Pereira do Santos
Sempre me interessei
por histórias que as pessoas contavam. Lembro dos relatos de pessoas mais
velhas sobre sua vida, suas experiências, suas aventuras, descobertas,
problemas, alegrias, principalmente de relatos da vida e de coisas que
inventavam ou construíam. Realmente eu viajava ouvindo e imaginando como foi,
como era, como foi feito, e imaginava aquela aventura com seus perigos e
prazeres, que ao final, na maioria das vezes, dava tudo certo. Tinha também
muitas histórias e aventuras para contar e o que ouvia me levava a imaginar
outras. No decorrer da minha vida escolar tive a oportunidade de ler algumas
histórias, que me davam as mesmas alegrias e emoções das que tinha ao ouvir os
relatos das pessoas, principalmente aventura: Cem noites tapuias, O escaravelho
do diabo, e até tentei escrever as minhas próprias histórias. Aos pouco fui
perdendo o animo, as ideias eram boas, mas tinha muito erro de ortografia.
Voltei às histórias contadas e a alguns programas de TV que quando criança
gostava. O escritor, o poeta aos pouco foi morrendo, esvaneceu dentro de mim.
Sem a escrita só ficou as lembranças.
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