Depoimento de Gisela Cristina Mazzei
A leitura e escrita
sempre estiveram presentes na minha vida desde a minha infância. Meus pais
sempre me estimularam a leitura. Minha mãe foi minha primeira professora e
desde meus primeiros anos de vida ela sempre contava estórias antes de dormir e
fazia com que eu entrasse num mundo mágico que eu adorava. Eu adorava ler
aqueles livros que nem mesmo entendia as letras mas olhando as figuras eu
imaginava a estória e não via a hora de terminar a leitura para começar um
outro livro.
Já na escola
nos primeiros anos eu gostava de ir a biblioteca e emprestar livros. No início
eu testava alguns livros para saber se eu gostava ou não daquele gênero. Mas no
final acabava lendo de tudo.
Na 5ª série a
professora de Português pediu a leitura do livro a Ilha Perdida. Nossa eu
adorei e li o livro umas três vezes. Depois li O caso da Borboleta Atíria, O
Escaravelho do Diabo e muitos outros.
No Ensino
Médio tive um professor de Literatura que recitava poemas na sala de aula. Eu
achava o máximo. As vezes até estranhava e mas no fundo eu gostava de ouvir. Eu
li Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, e muitos outros, mas, o que
mais gostei e me lembro até hoje foi Vidas Secas. Esse livro me emocionou
demais. Foi o livro que me fez chorar com toda aquela situação de pobreza e
miséria. Me lembro até hoje da morte da cachorra Baleia. Foi triste demais.
Ainda jovem li
muito a coleção de Julia, Sabrina pois ia sempre na casa de uma prima e ela
tinha um estante com a coleção desses romances. Mais tarde comecei a ler livros
de Sidney Sheldon como o Outro Lado da meia-noite, A outra face, O Estranho no
Espelho e muitos outros. Comecei a ficar "viciada" em leitura pois
ela me levava a lugares que eu nunca tinha ido, me trazia respostas que eu procurava,
me acalmava quando eu precisava e hoje sempre tenho um livro por perto e mesmo
estando cansada a leitura me acalma e tranquiliza.

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